domingo, 12 de maio de 2013
Agora fazia só o que fazia com eles.
Não sabia se a perdição veio com eles
Ou se nasceu nela
Bebia vinho
O céu algodão, doce
Porque não interessa como, o desejo é sempre doce
Estava triste, mas conseguia ser feliz por ser.
Gostaria de ter.
“As possibilidades de felicidade são egoístas meu amor”
Achava que ia morrer cedo
Mas era ele mesmo quem navegava pela pluma agora, em qualquer momento melancólico que se permitisse ter.
Teu lado negro despertado,
Hoje leu poesia de Baudelaire
Nunca soube escrever o nome dele mesmo.
Hoje queria ele e o outro.
O calado.
Vamos ouvir música brasileira gente, pelo amor de Deus!
“Há meia–hora ventava e tínhamos coragem”.
O fundo do poço que eu tiver que descer, que eu desça logo pelo amor de Deus, que depois tem que subir tudim de novo.
O que restou da Verônica, depois de se juntar com a Amarela.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Bolinha Para Genaro Xavier
Então eu vou é escrever, que escrever é o que me resta, e sempre resta algo, graças a Deus.
?Será que algumas pessoas simplesmente nasceram para a solidão?
Eu poderia ouvir música até morrer. Eu morreria feliz ouvindo essa música do Incubus. E Suassuna que me desculpe, mas lixo cultural é o cu (ânus) dele. Que foi o mito que me apresentou à grandeza da música. Eu adoro mudanças, foda-se eu ser fixa, eu adoro mudanças. Ó insustentável leveza do ser! Hoje eu não poderia viver sem um lápis preto.
E eu lá tenho culpa, se isso sai assim?
Menina eu não sou nem obrigada . FIM.
domingo, 5 de maio de 2013
Você é como um labirinto pra mim, que eu sei entrar e sei sair, mas sempre me perco no meio.
Eu vejo duas de você, uma que é meiga e que eu amo, e outra que é fria, que me dá medo. Eu não sei, tudo muda muito sempre. E tu acredita em tudo que tu lê? Quando eu digo que tu é a última que eu pegaria da festa, não é verdade, é porque eu sei que tu fica zangada. Eu te amo. Infelizmente eu não fui recíproco aos seus sentimentos. Mas saiba que tu foi a que chegou mais perto. Então eu vou andar com a minha namorada na praça pra tu ver. Minha namorada é você. Pra mim, não tem nada no mundo acima de ti, no meu coração, tu sempre veio primeiro. Eu queria era os seus olhos com aquele brilho pra mim de novo, e eu não vejo mais. Quando eu não vejo mais, morro. Eu te amo.
Filho da puta.
Vou ouvir rock mesmo. New Metal sem dó nem piedade, que tem horas que a minha dor não cabe em nada e eu grito.
Noite de ninguém, Rio.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Sombra
Gosta de caçar, ainda mais quando tem chance. É que o presente é o instante e o instante é muito difícil de avaliar. Estranha alguns ventos soprando contra. O ciúme é como um verminho. Ele vem de uma palavrinha infame, no primeiro instante, avaliando rápido é infantil. Mas depois ele vai viajando por todo o corpo, pelas veias do sangue e se apoderando de você. E se você precisa saber e não consegue porque não daria o braço a torcer, então, tu te torna tuas veias e tua pele vai pra dentro de ti. Quis isso de certa forma, não se preparou. Quando quer, respira de tensão. O desejo seria igual ao gozo? O verdadeiro desejo, o que - nunca - uma vez –tinha sentido. O ciúme é consumo do ser. Não quer sentir ciúmes dele. Quer lamber o corpo, beijar o lábio de cima, abraçar as costas e deslizar as unhas.
Uma noite de som calmo e certa tranqüilidade absurda, janeiro de 2007.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Noite dúvida
Estava decepcionado. Ficava dia sim, dia não. Alguém de sabedoria disse para ficar quieto, mas seu impulso não era esse. Em alguns momentos não via nada. Tinha virado cadastro? Você virou cadastro, pensou e ficou todo azul escuro.
Até que ponto é egoísmo e até que ponto é só a natureza você só saber de si, na verdade você só tem como saber de si porque só você está 24 horas com você mesmo.
O que pensou foi que por mais que quisesse, ação não era tudo? E como tinha pavor de forçar alguém a fazer o que quer que fosse, e como tinha o medo melodramático de qualquer coisa dar errado, e como era simplesmente fraco e preferia sofrer no canto, do que arriscar qualquer coisa, e não tinha mesmo a menor capacidade para a conquista de ninguém que realmente quisesse, ou de alguém que o amasse assim mesmo, ou então era isso, cem anos de solidão. A resistência o dominava, hoje dormia infeliz, parecia a deixa, plageava Genaro Xavier, que nem criatividade para ter pensamentos puros tinha.
terça-feira, 30 de abril de 2013
As Mínimas coisas que se passam dentro de você: Dedicado a Celina Sodré
Quando ela chegou, lhe acorrentaram e disseram:
È importante o cd ser desligado no exato momento em que acaba aquela música que você não vive sem e começa aquela outra música que você considera insuportável. Para não te causar nenhum desprazer. As pastas tem que estar todas limpas, novas, e pretas. Se você tivesse dinheiro compraria as melhores e milhões de adesivos, mas você não tem, então faça parecer sóbrio, nada de faniquitos. Você não pode caminhar um quarteirão, se você tiver um real no bolso, use para o seu prazer. Não, você jamais faria outra dançarina. Você escova o dente toda vez que come, a não ser que esteja sozinha e vá dormir e esteja bêbada, e mesmo assim você escova. Ou tenha bala e coca-cola e você esteja muito confiante. Você absolutamente não pode passar por isso. Fotos você tira sempre porque gostaria de aprisionar o tempo. Você escreve compulsivamente num diário. Não consegue dormir se estiver com alguma angústia e não escrever. Morre e não dorme. Não lhe é permitido sonhar com casamento, príncipes encantados, mulheres perfeitas, filmes de terror, ou de espíritos. Não, absolutamente você não pode viver sem música. Os cds devem ser guardados, todos eles, até aquele que aparecer na sala quando você estiver atrasada para o trabalho. Você não pode ficar sem seu quarto. Você absolutamente não tem estrutura para se dividir 24 horas por dia. Nem com Deus. Você é exagerada e dramática. Acostume-se com a frase. Você pode viajar oito horas por amor, mas não pode ficar um minuto quando não funcionar. Volte no mesmo instante. Corra. Para não ter nenhuma dor. Dor você não agüenta bem. Não suporta bem. E não queremos ser essas pessoas insuportáveis, que vivem com pena se si. Você aprende com precisão, aquele passo em que estiver insegura e alguém disser “mas esse você não consegue”. Você estuda, nem que seja em segredo. Talvez nunca fique bom e você nunca mostre. Você não pode ter o guarda-roupa arrumado porque todas as vezes que você sai, o bagunça novamente. Não, você não pode errar. Você não gosta dos vaqueiros na estante, mas usa sempre porque representam a amizade e a sua terra. E o Daniel vai reclamar. Você não pode ter ex-namorado com razão. Toda vez que isso acontece, você destrói logo tudo, pra se sair bem na maldade também. Não, ninguém pode falar alto com você. A não ser é claro que você o respeite o suficiente. O cabelo tem que estar bonito. Você pode aguentar um ano feia. Com produtos de cabelo você pode gastar dinheiro. Livros. Cds. Bandeira verde. A não ser que realmente não tenha nem o da volta. E com comida também, não interessa. Para o seu prazer imediato. Claro, você não aceita bem as mudanças que não são causadas por você. Limpa, sem manias, de família. Covarde. É importante ter alguma coisa suja sempre. Você sempre pode estar errada, é um fato e você só o aceita porque absolutamente sabe que é um fato. Você não precisa ser a melhor quando você ama as pessoas. E elas obviamente amam você. Pois sem reciprocidade não há negociação. Fotos você tira sempre porque gostaria de aprisionar o tempo. Reciprocidade. Você sempre sonha com uma banda de rock e um palco com milhões de pessoas nem que seja por sonhar. Sonhar é permitido. Você ouve a Elis e tem esperança. Você absolutamente não pode pensar nas coisas tristes, não pode deixar que elas tomem espaço do teu dia, que teu dia é teu tempo, e teu tempo é curto. Quando acontece algo inevitável feito o amor que não obedece a seu ninguém, você me dá pena. E nós sabemos como pena é uma palavra detestável. Você fica marcada e jamais se joga de novo. A não ser que seja forçada a, e então dá o melhor de si, mesmo que morra. Você olha para cima, para o céu, para o que ainda tem que ir buscar, para o que está faltando. Você sempre quer tudo. Não, não vai ter tudo e está proibida de pensar sobre isso também. Você dá sempre um jeito de tornar as situações mais confortáveis, nem que seja com um disck-man. Você aceita desafios monstruosos com a maior felicifelicidadedade. Você aceita as opiniões cada vez mais, só porque sabe que só tem a ganhar com isso, porque já experimentou. Seus motivos são sempre egoístas. O que você não sabe e tem a ver com o que você quer, você vai atrás de descobrir. Se não for algo que valha a pena o esforço, você não faz. Você não tem absolutamente problema em fazer esforço, a questão é a reciprocidade. O chaveiro demorando a abrir, irrita você. Procurar coisas irrita você. Esperar IRRITA você. Por isso ou você é pontual ou chega depois, nunca o tipo de pessoa que chega antes, a não ser que você esteja com medo. Música ruim irrita você. O som das pessoas dizendo que se trata de música irrita você. Bons filmes, livros longos, curtinhos, cheiro de livro novo, revistinhas em quadrinhos, musicais, natureza, tardinha de praia, roda de amigos, comidinha, sexo com desconhecidos e delírios. Claro que você bebe, é para seu bel prazer. Sempre que claro você sabe do que te espera no outro dia. Se perde algo importante, como diria a Phoebe de Fassbinder “então tu tá fudido”. Aqui no ponto da permissão faço vazio. Que ninguém se expõe auto - impiedosamente assim. Não você absolutamente não vive sem janelas. Pelo menos uma. Você adora a palavra absolutamente e quase nunca pode usar. Você não gosta de viver se justificando. Você pode dormir em qualquer lugar. Você não consegue dormir na claridade. As janelas precisam ter cortinas, para momentos assim. Você nunca pode esquecer o dinheiro, a carteira, os óculos, a chave, as pilhas, o disck-man e de trocar o fone. Você não pode odiar ninguém porque é uma perda de tempo odiar. Pode desejar a morte de algumas pessoas, mas nada grave. A morte é uma coisa boa, é mudança. Piadas você se permite de arriscar. Em algum dado momento acredito que você se tornará autofágica e se engolirá.
Verônica.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Chão
Deitada no chão
caindo debaixo do mar
ventando feito demônio
o precipício se fechando cada vez mais
no silêncio
minha alma dentro de uma caixa de sabão
se esgueirando feito cobra, chorando.
Tristeza filha da puta apoderada de mim.
A aventureira
Jogou-se do penhasco, ouviu o barulho da polícia lá em baixo, feito abutre.
Interprete como quiser. Que todo mundo é livre. Todo mundo é livre pelo amor de Deus.
Não conseguia ficar em lugar nenhum. Misturou tudo por dentro. Uma delícia por dentro.
Diana lokona, dezembro 2006.
sábado, 6 de abril de 2013
E Hoje, a eterna dúvida
O desejo nunca é seco, é sempre molhado e doce, mesmo que não seja.
A carência de sentido lhe anima. Quando fica assim feito bicho, só música acalma. Música e triste céu. Para ela conseguir chorar a profundidade da vida. Ela não consegue sempre e espera que nunca saibam suas razões.
Acontecia de novo e tudo morria no outro dia. O todo volta a um minuto antes em play black imediato. “Eu vi a cara da morte e ela estava viva”.
DOR Quando você foge de mim é tão nítido. E me dói tanto que você fuja. Fica doendo.
Normalmente fugia antes, mas algumas vezes fugia um segundo depois. Essas eram as piores porque aí percebia que nunca tinha fugido, que nunca realmente conseguia fugir. Manteve tudo camuflado. Se pudesse pulava sobre ele, lambia. Deslizava nua pelo corpo todo suado dele de tanto machucar o dela. O Dele. Dela. Sentia que tudo saia de controle, nem sempre controlava tudo. Estava com sons de violinos e guitarras elétricas e o toque dele lhe embaçando toda. Não podia chegar perto demais. Algumas vezes não sabia se estava enganado a si para o bem ou para o mal.
Noite triste, dezembro de 2006.
domingo, 17 de março de 2013
A Hora do Remédio
É seu dia hoje. De mais ninguém. Desejo pingando de frio. As mãos se derretendo o corpo todo escorrendo, o cabelo assanhado. Não consigo falar porque minha garganta fechou. Sempre tratei isso como se não fosse comigo e tratei de usar a meu favor. Sinto que se eu te tocar vou continuar. Eu não consigo. Eu desisto no primeiro toque. Eu espero nua. Se existisse lama eu rolaria, devagar. “Time goes by so slowly”. Eu não deixo de ser insegura nunca, eu vivo caindo dentro e fora do teu amor. Não consigo ter a iniciativa em cima da imprevisão. A mínima que seja, a não ser que eu te possa com força bruta. Bruta de minha mente, bruta de minha voz, bruta de mim mesmo. Te amo mais.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
About. Laço de fita bem amarrado, nó por baixo. Him.
Para um dos maiores.
Quando ele sorria parecia que o mar inteiro virava chocolate. Ela o considerava a coisa mais linda desse mundo. “Ele seria capaz ainda de ser sensível, de chorar comigo”, dizia. Em pouco tempo ele a conhecia em tudo, com todas as partes dela. Não lhe falava muitas coisas e ela ficava constantemente sem voz diante de como ele a sentia. Aprendeu música no lugar dela, para confortá-la e amenizar a decepção que era ela mesma. E ela sempre tentava parecer melhor do que estava pois não suportaria vê-lo pensando que ela fosse um fracasso. E só de olhar pra ele já ficava com os olhos da cor do arco-íris. Ele obrigava-se a assistir clips velhos do Michael Jackson para agradá-la. Quase nunca pedia nada, mas quando pedia era caro e ela dava de qualquer jeito. Sempre questionava, lhe criticava, tinha outra opinião. Arrependia-se e pedia desculpas. A timidez serpenteava nas costas dele feito o mar. Fragmento de minha alma. Ele, dotado de uma tristeza tão profunda que a fazia querer atingir o fundo só para conseguir entender o que ele havia enxergado. Pelo canto do olho ela sabia o que se passava. Fazia ameaças quando brigava. Vociferava. Usava e abusava das monossílabas, principalmente “nam”. Comprava cd de punk só porque era música feliz. Ia dormir com ela para tirar dúvidas sobre as outras mulheres. Lia quadrinhos. Acontecia de ser muito cruel. Abria a boca cheia de comida e parava até que ela olhasse. Deixava um bloco de notas na tela do computador. Cuidava da mãe pra ela. Cheirava a suor. Apareceu com um pearcing na língua um dia qualquer. Abraçou a festa toda. Não traiu. Bateu nela, claro. Gravou um cd com músicas para ouvir “When I´m alone”. Escreveu um bilhete. E enquanto ela o defendia de perna quebrada, ele começou a amar outra, de leão.Os reinados devem ser respeitados.
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